Simplificando a Educação


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As pessoas aprendem mais facilmente quando a decisão de adquirir certo conhecimento é feita por ela. Não adianta querer obrigar alguém a acreditar em algo, ela pode decorar, mas não vai fazer sentido. Os pensamentos são governados pela própria pessoa, ela decide quais informações combinam com os seus interesses.

Existem dois tipos de interesse humano. Os genuínos relacionados com o bem estar do organismo e os interligados com os interesses sociais. O segundo é introjetado, ou seja, posto para dentro pela pessoa para ser aceita, mesmo precisando por os seus interesses de lado. Esse evento é muito importante, pois possibilita a interação social harmoniosa, porém a supressão exagerada dos interesses genuínos adoece o organismo. Todas as pessoas precisam se auto-realizar, concretizando os seus desejos legítimos, ao invés de apenas estarem agradando aos outros para pertencer a um grupo. O equilíbrio entre os interesses pessoais e sociais são de suma importância para uma sociedade saudável.

Muitos pais e educadores se enrolam com esta questão escolhendo ou um lado ou o outro, acabando por sufocar os seus filhos e educandos, controlando todas as suas ações para direcioná-los no caminho tido como correto pelos orientadores. Outro erro é exceder na liberação das vontades das crianças com medo de provocarem frustrações e de perder o amor delas.

Os dois extremos são ruins o ideal é variar de uma postura autoritária para uma liberal de acordo com a necessidade do momento. O diálogo deve sempre existir, o espaço para a criança se pronunciar nunca deve ser vetado, ambos precisam se conhecer e expor suas idéias.

O relacionamento deve ser dialógico, onde há dois seres humanos ou mais, trocando informações e aprendendo um com o outro. No caso da interação adulto e criança o adulto tem mais conhecimentos e autoridade para usá-la quando necessária e não o tempo todo como existisse uma disputa na qual o adulto deve mostrar a sua supremacia e aniquilar o potencial de poder da criança. Esta está sendo preparada para se tornar um adulto.

Durante a infância há uma propensão maior para aceitar mais facilmente as informações como verdadeiras. Ela ainda tem pouca experiência e conhecimentos, portanto utiliza o adulto para se orientar diante da vida.


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